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17 de maio de 2014

Diversidade na sala de aula


http://www.portalinclusao.com.br/do/Noticia/205/projetos_apostam_na_diversidade_e_mostram_que_a_inclusao_e_possivel

Dentro de uma sala de aula, mesmo que não haja alunos com necessidades especiais, já há dificuldade em atender às diferentes demandas, seja na forma de aprender, na visão de mundo que já trazem de casa, seja na maneira de aceitar as diferenças culturais, raciais, físicas e etc.  Por conta disto, o currículo já é mexido, já precisa ser alterado e revisado porque o próprio grupo escolar questiona esta “igualdade de ensino”.
No entanto, é muito difícil acolher esta flexibilização, principalmente, quando nesta “mistura” há alunos com necessidades educacionais especiais, ainda que sejam temporárias.  Um bom exemplo, é uma turma com apenas um aluno com deficiência intelectual, querendo receber os mesmos conteúdos, recusando-se a ter um material didático diferente dos demais porque ele não se sente diferente.
Neste sentido, a mobilização da professora, da especialista, dos pais, dos colegas de turma deve ser no sentido acolhimento desta indignação e de procurar uma saída para o trabalho em sala de aula com as adaptações de conteúdo, de avaliação, de material didático.

Neste caso, com tantas diferenças, só há uma saída que é a integração e a discussão de todas as ideias (sem desconsiderar ninguém) antes de definir um currículo para a turma.

Valéria F. Souza

30 de julho de 2013

DECLARAÇÃO DE SALAMANCA


A Declaração de Salamanca reconhece como princípios norteadores que as escolas regulares, seguindo uma orientação inclusiva, devem se adequar às crianças e jovens com necessidades educativas especiais ou não, dotadas de interesses e características próprias de aprendizagem, através de uma pedagogia centrada na criança, para garantir o direito fundamental à educação, mantendo um nível aceitável de aprendizagem.
No entanto, para que seja praticada uma educação inclusiva, nas escolas regulares, os sistemas de ensino devem se organizar e implementar programas visando a atender esta diversidade de necessidades.
O texto traz ainda novo conceito de necessidades educativas especiais,  ampliando a clientela atendida para inclusão da educação especial dentro da estrutura de Educação para Todos, da Conferência de Joimteim.

  
Valéria F. Souza
Pedagoga
Pós-graduanda Educação Especial

7 de fevereiro de 2013



Peço licença para  postar um texto, o qual convido a todos a lerem. 


Texto selecionado para integrar a Antologia publicada, em 2011, pela Revista Literária de Brasília.

BRINQUEDO

Eu sou de brinquedo.
O destino é meu dono.

Às vezes me quebro
E fico relegada ao abandono.
Às vezes, ele me conserta
E me brinca em seus descansos.

Às vezes me desconserta,
Porque não sou de verdade.
Sou de brincadeira.

Quem é de brincadeira,
Não gosta de abandono.

Mas eu gosto do meu dono
Que faz de mim
Um brinquedo de verdade.

Aurea Stela


Veja mais no blog: http://palavralgia.blogspot.com.br/p/quem-sou-eu.html

6 de fevereiro de 2013


METODOLOGIA DA LÍNGUA PORTUGUESA

Objetivos
Orientar às professoras do 1º ao 5º ano quanto à metodologia a ser usada em sala de aula para ensinar a língua portuguesa.
Unificar o método de ensino da língua portuguesa entre as professoras do 1º ao 5º anos.
Desenvolvimento
O trabalho com as sequências gramaticais, produção de texto e interpretação é realizado a partir de gêneros textuais, que sejam familiares aos alunos e adequados às faixas etárias.
Os gêneros têm uma função prática no dia a dia, como as cartas, os bilhetes, as listas de compras, as regras de jogos, os e-mails, os textos explicativos das matérias, as fábulas, os contos, os outdoors, as obras de arte, as bulas de remédios, as receitas de culinária e tantos outros.  A quantidade de gêneros é tão grande quanto à diversidade de comunicação do homem e serão utilizados de acordo com a necessidade de cada pessoa.
Junto com os gêneros, estudam-se também as sequências ou tipos textuais, que são entre outros, as narrativas, dissertativas, opinativas, descritivas e explicativas.  Dentro de um gênero, pode-se encontrar um trecho narrativo e outro descritivo, por exemplo:

Exemplificando um planejamento de português, cuja unidade de trabalho é carta, como gênero textual, uso de m antes de p e b, em ortografia e gênero do adjetivo como gramática (estudo da língua), teríamos, então:
Texto de abertura  - uma carta
Conteúdos de interpretação: ideias principais do texto; entendimento das palavras (semântica);  estudo das divisões do texto (parágrafos); percepção de como as ideias de cada parágrafo estão interligadas formando uma unidade no texto, seguindo introdução, desenvolvimento e conclusão (coerência). 
Além do texto escrito de abertura, deve-se apresentação texto de imagem para que o aluno aprenda a ler.
Sequência gramatical (estudo da língua): a partir da leitura com os alunos, levá-los a percepção que o adjetivo alterna entre feminino e masculino, no texto.   Depois de fazer as observações e trabalhar oralmente ou no quadro com os alunos, uma sistematização do conceito deve ser dado.  Caso não tenha no livro adotado, a professora precisa transcrever no caderno.  O estudo das sequencias gramaticais permite dar coesão ao texto.
Para prática em aula e em casa de um conceito novo, o aluno deve fazer exercícios que podem ser do livro e/ou no caderno. 
Num primeiro momento, os alunos devem aprender e identificar quando o adjetivo está no masculino ou no feminino.  Depois, precisam aprender a contextualizar, ou seja, identificá-los dentro de um texto.  Por isto, um outro texto para retirar e/ou identificar essas sequências gramaticais deve ser passado ao aluno tanto como tarefa de aula quanto de casa.
Para o trabalho com ortografia, seguem-se as mesmas orientações acima.
Finalizando a unidade, o aluno vai aprender a produzir um texto que seja o mesmo gênero do texto de abertura, no caso carta.  Além do gênero o aluno deve aprender a ter coesão, escrevendo de acordo com o padrão da modalidade escrita, dentro dos conteúdos já ensinados, ter no mínimo três parágrafos aprendendo a introduzir, desenvolver e concluir, formando uma unidade textual mostrando uma coerência, se for um texto que permita estas separações e ter um mínimo de linhas.
O aluno também deve praticar em aula e em casa.  Portanto, além do exercício do livro, outro deve ser enviado como tarefa de casa.
Na semana de revisão, os exercícios devem ser no formato do teste/prova para que o aluno tenha familiaridade com os mesmos.
Formato de teste e prova
Dois ou três textos, sendo um(dois) no(s) gênero(s) trabalhado(s) no período, uma imagem e quadrinha, cujos conteúdos sejam passíveis de retirar as sequências gramaticais e ortográficas estudadas no período e a interpretação do aluno, se possível ligada ao estudo da língua.
A finalização deve ser uma produção de texto que esteja de acordo com o gênero trabalhado no bimestre.
Quanto à opção pelos gêneros, devem ser trabalhados os que estão no livro adotado, servindo como ponto de partida para introdução da metodologia.
Esta proposta visa ao letramento do aluno e a aprendizagem das sequencias gramáticas dentro do entendimento do texto oral e escrito.

Valéria F. Souza

3 de fevereiro de 2013


Publicado no webartigos, em julho/2012
Como os sete saberes necessários à educação do futuro influenciam a gestão escolar

Objetivo
Apresentar ideias para articular os sete saberes para a educação do futuro, definidos por Edgar
Morin em sua publicação no ano de 2000, na educação, nos dias de hoje.
Introdução
Nos dias de hoje, a educação não pode deixar de considerar saberes fundamentais que vão de
encontro à concepção de valores humanos e sociais.    Sendo a escola um espaço de entrada e
saída das mudanças da sociedade, este trabalho apresenta ideias para que estes saberes sejam
trabalhados mobilizando toda a comunidade escolar.
Justificativa
Este trabalho justifica-se pela necessidade de mostrar como é possível construir os sete
saberes necessários para a educação do futuro dentro da escola.
Desenvolvimento
IDEIAS DO AUTOR
I - As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão
O calcanhar-de-aquiles do conhecimento são os erros mentais, intelectuais, os da razão e dos
paradigmas.  É necessário introduzir e desenvolver na educação estudo das características
cerebrais, mentais, culturais dos conhecimentos humanos, de seus processos e modalidades,
das disposições tanto psíquicas quanto culturais que o conduzem ao erro ou à ilusão.
II - Os princípios do conhecimento pertinente
O conhecimento para ser pertinente  deve ser contextualizado, global, multidimensional e
complexo, ou seja, não há espaço para fragmentação do conhecimento.    É necessário
desenvolver a aptidão natural do espírito humano para situar todas essas informações em um
contexto e um conjunto. É preciso ensinar os métodos que permitam estabelecer as relações
mútuas e as influências recíprocas entre as partes e o todo em um mundo complexo.
III - Ensinar a condição humana
É preciso ensinar a que o homem é cósmico, físico, terrestre, humano, psíquico, cultural,
social e histórico.   Desse modo, a condição humana deveria ser o objeto essencial de todo o
ensino,  reunindo e organizando conhecimentos dispersos nas ciências da natureza, nas
ciências humanas, na literatura e na filosofia.
IV - Ensinar a identidade terrena
O destino planetário do gênero humano é outra realidade até agora ignorada pela educação. O
conhecimento dos desenvolvimentos da era planetária, que tendem a crescer no século XXI, e
o reconhecimento da identidade terrena, que se tornará cada vez mais indispensável a cada um
e a todos, devem converter-se em um dos principais objetos da educação.
V - Enfrentar as incertezas
As ciências permitiram que adquiríssemos muitas certezas, mas igualmente revelaram, ao
longo do século XX, inúmeras zonas de incerteza. A educação deveria incluir o ensino das
incertezas que surgiram nas ciências físicas (microfísica, termodinâmica, cosmologia), nas
ciências da evolução biológica e nas ciências históricas.
VI - Ensinar a compreensão
A compreensão é a um só tempo meio e fim da comunicação humana. Entretanto, a educação
para a compreensão está ausente no ensino. O planeta necessita, em todos os sentidos, de
compreensão mútua. Considerando a importância da educação para a compreensão, em todos os níveis educativos e em todas as idades, o desenvolvimento da compreensão pede a reforma
das mentalidades. Esta deve ser a obra para a educação do futuro.
VII - A ética do gênero humano
A ética não poderia ser ensinada por meio de lições de moral. Deve formar-se nas mentes com
base na consciência de que o humano é, ao mesmo tempo, indivíduo, parte da sociedade, parte
da espécie. Carregamos em nós esta tripla realidade. Desse modo, todo desenvolvimento
verdadeiramente humano deve compreender o desenvolvimento conjunto das autonomias
individuais, das participações comunitárias e da consciência de pertencer à espécie humana.
COMO ARTICULAR ESTES SABERES NO ESPAÇO ESCOLAR
Cegueiras do conhecimento: erro e ilusão
A aprendizagem acontece através das percepções que podem levar ao erro de entendimento.
Nossa mente processa informações a partir de um ou mais pontos de vista, o que traz a ilusão
de uma conclusão única, porém pode estar cercado de erros em suas afirmações.   O ensino
deve considerar o erro como parte do processo de aprendizagem, destacando que a certeza de
ter errado um conceito leva à ilusão de ter perdido a possibilidade de aprender
significativamente. A escola deve buscar o conhecimento partindo da investigação e do
questionamento de suas formulações, e não como uma única verdade.  Ela deve incentivar o
aluno a não aceitar os conceitos prontos, pois na problematização dos saberes este aluno pode
considerar que seu erro é o mesmo que falta de conhecimento.
Princípios do conhecimento pertinente
Através da tomada de consciência do docente, da necessidade de trabalhar disciplinas
integradas, o currículo escolar deve ser pensado de uma maneira interdisciplinarizada, não
compartimentada porque o conhecimento não é separado por gavetas,  acontecendo um de
cada vez.  Um mesmo conteúdo deve ser trabalhado, por exemplo, em história, geografia,
ciências, língua portuguesa.  Além da não fragmentação dos saberes, é preciso levar em conta
a contextualização destes na vida do homem.  Neste caso, a pertinência do conhecimento está
além dos muros da escola, nos projetos transdisciplinares, que devem ser previstos no
planejamento didático.
Ensinar a condição humana
A escola deve entender que o homem é um ser físico, mítico, social, psíquico e econômico. 
Somos indivíduos de uma determinada espécie que cresce e se desenvolve a partir  da
influência da sociedade.   Através das ciências naturais (história natural, biologia, botânica,
zoologia, geologia) e das ciências humanas (antropologia, filosofia, história, sociologia,
psicologia, ciência política, economia, linguística, geografia, pedagogia, direito), por meio de
projetos dinâmicos, experiências, estudos de caso e vivências, a escola possibilita aos alunos a
descoberta e o conhecimento da própria condição humana, debatendo e criticando,
percebendo-se um ser complexo e ligado por sua multidimensionalidade.
Ensinar a identidade terrena
O ensino da identidade humana através de várias ciências revelará gradualmente aos alunos
que somos uma diversidade integrada e que estamos ligados essencialmente ao nosso planeta. 
Não estamos apenas nele, somos parte dele.  Somos seres planetários.  Neste sentido, entender
o planeta Terra como humanizado, mundializado e globalizado é fundamental.  Como homem
e Terra estão ligados pela  essência natural e universal de ambos,  as mesmas ciências que
estudam o homem dão também a dimensão do conhecimento do seu planeta, acrescentando-se
a Ecologia, como uma ciência que percebe a relação do homem com o seu planeta, considerando causas e consequências desta má(prejudicial) ou boa (benéfica) (com)vivência,
sob a ótica da sustentabilidade econômica e social.
Ensinar a compreensão
A escola tem se preocupado da compreensão dos conteúdos das disciplinas, no sentido de
entender, saber identificar, saber explicar.  No entanto, falamos de compreensão humana, de
sua subjetividade, de se comunicar entendendo os valores inerentes às relações humanas.  Esta
compreensão será ensinada através de projetos,vivências, da filosofia, que discutem o
pensamento do homem.   O ensino da compreensão é uma consequência do conhecimento da
identidade humana.
A ética do gênero humano
Ética não pode ser ensinada através de lições ou livros didáticos, mas pela construção e
desenvolvimento moral do aluno, pelas práticas que estimulem o debate e a discussão crítica
das ações do homem.   O ensino da ética está na prática da solidariedade, além dos espaços
escolares, percebida com atitude inerente na condições humana.  A ética está na compreensão
da diversidade humana, através do estímulo ao respeito e o repúdio às várias formas de
discriminação.
O PAPEL DO SUPERVISOR E DO ORIENTADOR FRENTE ÀS MUDANÇAS
O supervisor atuará como agente articulador de toda a equipe pedagógica, para a necessidade
de replanejamento e/ou revisão dos objetivos e estratégias do projeto político- pedagógico.,
bem como  dos projetos didáticos interdisciplinares e transdisciplinares que consideram e
articulam os saberes ligados às cegueiras do conhecimento, ao conhecimento pertinente, à
condição humana, à identidade terrena, à s incertezas, à compreensão humana e à das
tendências pedagógicas mais críticas, sabendo que as transformações acontecem pelas mãos
dos professores.
O orientador mediará junto aos alunos e responsáveis o desenvolvimento integral do
educando, observando o processo ensino-aprendizagem, perante os desafios de não deixar
ninguém de fora das estratégias definidas nos projetos didáticos dinamizadores dos novos
saberes da educação.
Considerações finais
Os sete saberes necessários a educação do futuro são interdisciplinares, contextualizados e
devem ser  articulados dentro e fora dos muros da escola. 
Considerando que estes saberes pressupõe a transformação do educando através de novos
objetivos atitudinais, devem ser trabalhados através dos projetos didáticos e transdisciplinares.
Neste sentido, os novos saberes não devem ser objetivos, apenas, dos educandos, mas para
toda a comunidade escolar (direção, supervisão, orientação, professores, alunos e
responsáveis), pois a mudança deve ser uma via de mão dupla, partindo e voltando para o
espaço escolar.
Referências bibliográficas
MORIN, Edgar. Os Sete Saberes Necessários para a Educação do Futuro.  São Paulo, Cortez,
2000.
BARBOSA, Jane Rangel. Ação Supervisora/Universidade Castelo Branco – Rio de Janeiro:
UCB, 2009. – 56 p.: il.
BARBOSA, Liliana Lúcia da S. Orientação Educacional/Universidade Castelo Branco – Rio
de Janeiro: UCB, 2009. – 28 p.: il.

Valéria Francisco de Sou
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