29 de julho de 2015

FRACASSO ESCOLAR

FRACASSO ESCOLAR - DE QUEM A CULPA AFINAL?



No fracasso escolar, há um hiato entre a modalidade de aprendizagem do aluno e a modalidade de ensino da escola, embora nesse caso o sujeito não tenha ainda sofrido uma alteração na sua modalidade de aprendizagem. 
O problema de aprendizagem é também um fracasso na aprendizagem, mas um fracasso que se revela, principalmente, na criança e seu meio familiar.  Pois, como sabemos, decepciona na expectativa dos pais e frustra a possibilidade e desejo de aprender do aluno.
Tanto no fracasso escolar quanto no problema de aprendizagem, o aluno mostra que não aprende, mas no primeiro caso devemos intervir sobre a modalidade de ensino da escola, visto que o fracasso escolar se dá como um problema de “aprendizagem reativo”.
Ou seja, como uma resposta à situação escolar, que afeta o aprender do aluno em todas as suas manifestações sem chegar a afetar sua modalidade de aprendizagem.
O importante seria que todos os educadores percebessem que o dito fracasso escolar de um educando está diretamente vinculado ao fracasso institucional e ao reducionismo pedagógico de algumas instituições de ensino que se negam a compreender os erros escolares como oportunidade de novas construções.
O erro é a própria identificação de uma dificuldade para análise do educador sobre o conhecimento e o aprendizado de seu educando.

O rótulo do fracasso dado a um aluno deve, no mínimo, ser partilhado pelo professor, pela escola, pelo sistema de ensino e pela família, pois todos estes não estão desvinculados da história do educando. Afinal de contas, a sua aquisição de conhecimento se constituiu por estas experiências de aprendizado advindo de sua família, seu meio social e sua vida escolar.

fracasso escolar professor



PROFESSOR
Pode-se dizer que o professor, por não ter todas as competências necessárias para atendê-lo e acima de tudo não ser capaz de lançar outros olhares sobre o potencial do educando, deixa, então, de singularizar a relação com o aluno que permitiria um vínculo mais favorável ao processo de aprendizagem.
ESCOLA
Por falhar em sua organização, planejamento e orientação pedagógico-educacional acerca do processo evolutivo do educando. Não esquecendo, também, do processo de avaliação que contribui para a discriminação e exclusão de alunos
SISTEMA EDUCACIONAL
Muitas vezes se apresenta desarticulado, descontextualizado e com regras mal definidas. Fazendo com que o aluno se sinta um estranho na escola, originando um processo reativo em relação `a mesma. Não raro se ouve dos alunos que seu desinteresse pelo aprendizado ocorre muito pelo fato de não entender para que aprender tanto conteúdo na escola que não será aproveitado no futuro. Principalmente, no item inclusão, destacamos o fato de existirem atividades inadequadas às condições reais dos alunos.

Valéria F. Souza
Pedagoga
Especialista Educação Inclusiva

27 de julho de 2015

FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS DA ESCOLA

FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS DA ESCOLA

A escola está baseada em duas correntes :  uma parte da visão sociointeracionista da criança e a outra tem uma visão pluralista da mente a partir de inteligências múltiplas.
A escola vê a criança como um ser ativo, atento, que constantemente interage com o seu ambiente.  O processo de formação de pensamento é despertado e acentuado pela vida social pela constante comunicação que se estabelece entre crianças e adultos, a qual permite a experiência de muitas gerações.    A partir do ambiente em que vive, o individuo tem acesso a instrumentos físicos e culturais desenvolvidos pelas gerações precedentes.

Mas a escola também precisa cooperar com a família contribuindo para o aprendizado emocional, um compromisso pedagógico com o objetivo de levar os alunos a refletir sobre si mesmas e sobre suas relações com os outros.

Valéria F. Souza
Direção

23 de julho de 2015

ESTRATÉGIAS E AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

ESTRATÉGIAS E AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM DO JARDIM ESCOLA URSINHOS RISONHOS




Os recursos materiais utilizados pela escola para estímulo à aprendizagem do aluno são:  aula-passeio, teatro, palestras de profissionais, trabalhos individuais em grupos, video-aula, entre outros.
A escola entende que cada indivíduo aprende de uma maneira e possui habilidades diferentes.  Portanto, as avaliações devem considerar também estas características.  Por isto, aplicamos todas as formas de avaliação, tais como oral, escrita, trabalhos, debates, exposições, observando a especificidade de cada aluno.


15 de julho de 2015



Quando falamos em fracasso, supõe-se um objetivo que não foi alcançado, sendo definido como um mau êxito. 
Sob o ponto de vista social, o que era atribuído até então ao foro individual, tornou-se subitamente um problema insuportável, pois essa dificuldade ou fracasso representa futuramente uma impossibilidade de inserção no mercado de trabalho. 
A preguiça, a falta de capacidade ou interesse deixaram de ser aceitos como explicação para o abandono anual de milhares de crianças e jovens do sistema educativo. O fracasso escolar passou a ser assumido como um fracasso de toda a comunidade escolar, a partir do momento que não foram capazes de os motivar, retê-los, fazer com que tivessem êxito.
Pelo fato de as pessoas estarem sempre buscando a perfeição, está tornando-se comum o surgimento de crianças problemas ou crianças fracassadas. Essas dificuldades, na maioria das vezes, fazem com que as crianças percam suas identidades, passando a ser sua dificuldade. Ao rotularmos as crianças, não observamos em quais circunstâncias elas apresentam tais dificuldades, dificultando uma possibilidade de mudança. 
Não podemos considerar um sintoma de forma isolada, mas sim dentro de um contexto muito mais amplo e repleto de significados. Assim acontece com o fracasso escolar, ele pode assumir, dentro da família uma função. Daí a importância de buscarmos o significado do “não aprender”, analisando a história de vida do sujeito e buscando uma significação das fantasias relacionadas ao ato de aprender.
A instituição de ensino, em muitos casos, pode contribuir com o fracasso escolar, a partir do momento que não leva em consideração a visão de mundo do aluno, assim sendo, muitas vezes, os profissionais da educação não conseguem transpor o conhecimento ensinado para a realidade do aluno. 
A partir do momento que a escola valoriza apenas a inteligência, se esquece que a não aprendizagem sofre interferência afetiva, sendo assim, a criança pode estar em dificuldades por ter ligado este fato a uma situação de desprazer. Esta situação pode estar ligada a algum acontecimento escolar.
 Diante da criança que fracassa, muitas vezes a escola e os profissionais de educação não levantam problemas como a estrutura da escola, a estrutura social e a inadequação dessa estrutura à situação real de vida da criança.

Valéria F. Souza
Pedagoga/Especialista Educação Inclusiva

22 de junho de 2015

OBSERVE SEU ALUNO

Alunos que não conseguem aprender; que parecem aprender um dia, mas esquecem no dia seguinte; que não ficam sentadas para fazer as atividades em sala de aula ou em casa; que não esperam para ouvir a pergunta que será feita, pois logo interrompem e dão resposta que não tem relação com a pergunta; que parece fica "em órbita" na sala de aula; que falam muito e o tempo todo; que tem uma letra que ninguém consegue entender, nem eles mesmos, podem ser sintomas de dificuldades de aprendizagem ou de algum transtorno.
Como saber?
Não há fórmulas mágicas, nem uma lista de condutas, como num passo a passo de uma receita de bolo.  Nestes casos, deve-se duvidar se é um comportamento normal.
Ainda que o professor não seja um especialista, ele pode ter um olhar diferenciado para aquele comportamento ou aquela ação que não faz parte do que seria "normal" numa turma, lembrando que nenhum aluno aprende da mesma maneira, e que cada um tem seu próprio tempo para entender um conceito.  No entanto, ainda que haja uma diversidade em sala de aula, é possível reparar que alguém está saindo dos "padrões de normalidade" do grupo.
Neste sentido, o professor pode fazer anotações, registros de um dado comportamento que ele tem observado, mas não percebe se acontece com frequência.  
É válido comentar com os pais sobre o que está acontecendo na sala para confirmar se, em casa, também é da mesma maneira.
Muitas vezes, o pedido de uma simples consulta ao oftalmologista ou ao otorrinolaringologista pode fazer uma enorme diferença na aprendizagem da criança.
Minha dica preciosa de hoje é OBSERVAÇÃO e REGISTRO.  Assim, você pode saber muito sobre seus alunos e, quem sabe evitar um FRACASSO ESCOLAR.

Valéria F. Souza
Diretora
Especialista em Educação Inclusiva